15 de janeiro de 2012

Mundo pragmático



Em um mundo aonde
Ser  feliz é errado
Encontro uma felicidade secreta
Quando estou ao seu lado

Você com seus cabelos encaracolados
Numa mão vinha segurando uma garrafa de cerveja
Na outra um bom cigarro
E trazia para mim um sorriso nos lábios

Segure na minha mão
Vamos fugir daqui
Nosso paraíso nos espera
Para juntos sermos felizes

Traga seu vilão
Cantaremos em volta da fogueira
Até que se vá e volte
Por  varias vezes a Lua

Não olhe para trás
Não vale apena relembrar
O que está a sua frente
É mais bonito de se olhar .

Para Marcus Vinícius com todo carinho de mundo

 Patrícia Albach

10 de janeiro de 2012

O bem e o mal

Qual o sentido da vida ?
Tudo é passageiro
Os momentos lindos
Passam rapidamente 
Pessoas vem e vão

Eu continuo aqui
A tentar decifrar
O sentido de viver
Me deparo apenas
Com mais mistérios

As coisas são estranhas
A explicação
Passe longe
Da complexidade chamada viver

Minha guitarra
Ajuda a me expressar
O mundo não tolera inteligência 
Parece que pensar incomoda 
As pessoas
Estou preso a vida

O que o destino 
Nos reserva ?
Essa é a pergunta 
Que somente a vida 
Nos mostrará sua resposta

Marcus Vinícius Beck

5 de janeiro de 2012

Patrícia, minha querida

Querida
No primeiro momento
Em que trocamos olhares
Logo percebi um elo entre nós
A sintonia das palavras 
A beleza das coisas
A sua beleza

A vida dá voltas, querida
Hoje eu sofro 
Sinto a melancolia na pele
Mas mesmo assim
Eu preciso da sua companhia
De ter seu carinho
Sua presença pertinho de min

Vamos abandonar 
O mundo ingrato 
Virar as costas 
Aos infiéis que nos cercam 
Nesse buraco negro 

Para que perdemos tempo ?
Sei que combinados 
Precisamos enfrentar o mundo
A realidade é cruel 
Por que não fazermos nosso conto de fadas ?

Eu quero a felicidade
Mas antes de mais nada
Eu quero sua companhia 
Para florescer o meu jardim
E ver o sol entrar na minha janela 
Todos os dias

Marcus Vinícius Beck

Os estranhos ao meu redor

Nas revistarias 
Olho jornais e sua enigmática violência 
Para vamos desse jeito ?

A vida é uma odisséia
Ninguém aproveita 
Seus minutos com precisão 
A loucura faz o homem 
Virar um escravo dela 

A vida e complexidade
Ao seu existem pessoas estranhas
Eu sou estranho ?

Nossas reações
A explosão diante de pressão
O que ronda nosso cérebro ?

Marcus Vinícius Beck



3 de janeiro de 2012

Tom Wolfe



Biografia

Wolfe nasceu em Richmond, Virginia, nos Estados Unidos, filho de Thomas Kennerly Wolfe e Helen Hughes Wolfe. Seu pai recebeu Ph.D. pela Universidade de Cornell e foi professor de Agronomia na Virginia Tech. Ele também possuía duas fazendas e foi diretor de uma bem-sucedida cooperativa de fazendeiros. O sucesso financeiro de Thomas permitiu à família um estilo de vida abastado. Thomas também atuou como autor e jornalista, editando o jornal agrícola The Southern Planter, além de publicar livros a respeito de temas semelhantes. Contudo, foi Helen Wolfe que introduziu Tom Wolfe às artes. Ela matriculou seu filho em aulas de sapateado e balé, incentivando-o a interpretar e ler com frequência. Com 9 anos de idade, Wolfe começou a escrever. Ainda criança, começou a escrever uma biografia de Napoleão, além de escrever e ilustrar a biografia de Mozart. Wolfe tem uma irmã cinco anos mais nova.


Educação

Apesar de ter crescido em um ambiente familiar presbiteriano, Wolfe freqüentou a escola episcopal de St. Cristopher, em Richmond. Ele foi um estudante excepcional, sendo presidente do conselho estudantil, editor do jornal escolar e destaque nos esportes.
Ao iniciar sua graduação em 1947, Wolfe recusou a admissão na Universidade de Princeton, escolhendo a Universidade Washington and Lee, até então freqüentada apenas por homens. Estudando língua Inglesa, Wolfe também praticava sua escrita fora da sala de aula. Ele era o editor de esportes do jornal da faculdade e ajudou na fundação de uma revista literária,Shenandoah. Uma de suas maiores influências no âmbito catedrático foi o professor Marshall Fishwick, que buscava ensinar a seus alunos um olhar mais apurado a todos os elementos da cultura, mesmo aqueles considerados profanos. O título da monografia de Tom Wolfe, "A Zoo Full of Zebras: Anti-Intellectualism in America" ("Um Zoológico Cheio de Zebras: Anti-Intelectualismo na América"), evidenciava seu gosto pelas palavras e suas futuras aspirações na crítica cultural. Wolfe graduou-se cum laude em 1951.
Wolfe continuara jogando baseball como arremessador, tendo iniciado a jogar semi-profissionalmente enquanto estudante na faculdade. Em 1952, ele participou de uma peneira no New York Giants. Sua carreira no baseball acabou três dias após o teste, quando Wolfe foi descartado por sua pouca habilidade em arremessar bolas rápidas. Ao abandonar o baseball, Wolfe seguiu o exemplo de seu professor Marshall Fishwick, matriculando-se no doutorado de Estudos Americanos na Universidade de Yale. Sua tese de Ph.D. foi intitulada "The League of American Writers: Communist Organizational Activity Among American Writers, 1929-1942" ("A Liga de Escritores Americanos: Atividades Organizacionais Comunistas entre Escritores Americanos, 1929-1942"). Embora a tese fosse histórica, ela tinha um caráter literário e Wolfe entrevistou muitos dos autores citados na tese, incluindo Malcom Cowley,Archibald MacLeish e James T. Farrell.


Jornalismo e Novo Jornalismo

Embora tenha sido oferecido a Wolfe o trabalho de professor acadêmico, ele preferiu seguir carreira como repórter. Em 1956, enquanto ainda trabalhava em sua tese, Wolfe tornou-se repórter do jornal Springfield Union, de Springfield, Massachusetts. Wolfe finalizou sua tese em 1957 e em 1959 foi contratado pelo The Washington Post. Wolfe diz que parte dos motivos que o levaram a ser contratado pelo Post foi sua falta de interesse na política. Um dos editores do The Washington Post disse que estava "impressionado que Wolfe preferisse o ambiente suburbano à capital, desejo de todo o repórter." Ele ganhou um prêmio interno do jornal devido ao seu trabalho na cobertura de Cuba em 1961, também ganhando um prêmio por seu senso de humor. Durante a cobertura, Wolfe fazia uso de experimentações, utilizando elementos e técnicas ficcionais em seus textos.
Em 1962, Wolfe trocou Washington por Nova Iorque, trabalhando como repórter geral e ensaísta do jornal New York Herald Tribune. Os editores do Herald-Tribune sempre tiveram o costume de encorajar seus repórteres a quebrar com as convenções da escrita no jornalismo impresso. Durante uma greve dos jornais novaiorquinos em 1963, Wolfe entrou em contato com a revista Esquire, tendo em mente a idéia de um artigo sobre a febre de carros customizados no sul da Califórnia. O editor da revista, Byron Dobell, sugeriu que Wolfe enviasse a ele suas anotações, para que ambos pudessem trabalhar juntos no artigo. Wolfe escreveu para Dobell uma carta dizendo tudo que ele gostaria de dizer sobre o assunto, ignorando todas as convenções do jornalismo. Dobell simplesmente removeu o trecho "Caro sr. Byron" de cima da carta e publicou-a na revista como se fosse um artigo. O resultado, publicado em 1964, foi There Goes (Varoom! Varoom!) That Kandy-Kolored Tangerine-Flake Streamline Baby. O artigo foi motivo de ampla discussão - amado por alguns, odiado por outros - e ajudou Wolfe a publicar seu primeiro livro, The Kandy-Kolored Tangerine-Flake Streamline Baby, uma coletânea de seu trabalho no Herald-Tribune, Esquire e em outros veículos.
Isso foi o que Wolfe chamou de Novo Jornalismo, no qual alguns jornalistas e ensaístas experimentaram uma variedade de técnicas literárias, misturando-as com as tradicionais idéias de imparcialidade jornalística. Um dos mais notáveis exemplos dessa idéia é The Electic Kool-Aid Acid Test, escrito por Wolfe. O livro, uma narrativa das aventuras dos Merry Pranksters, grupo de pessoas que acompanhavam o escritor Ken Kesey, também é notável pelo experimentalismo com o uso de onomatopéias, livre-associações e o uso pouco ortodoxo de pontuação - como vários pontos de exclamação finalizando a mesma frase e itálicos - para ilustrar textualmente as idéias excêntricas de Ken Kesey e seus seguidores.
Somado às suas próprias empreitadas nesse novo estilo jornalístico, Wolfe editou uma coletânea de novo jornalismo com E.W. Johnson, publicada em 1973 e intitulada simplesmenteThe New Journalism. Esse livro juntou o trabalho de escritores e jornalistas como Truman Capote, Hunter S. Thompson, Norman Mailer, Gay Talese, Joan Didion, entre outros, contendo, em comum, o tema de um jornalismo incorporado a técnicas literárias e que pudesse ser considerado literatura

Fonte: Wikipédia

Por que é assim ?

No céu 
Com seu azul clareante
Olho e logo avisto
Um avião
Acendo um cigarro
Logo percebo
Seu incrível enigma

Ao meu lado um cara
Esbraveja palavrões com ar de mistério 
A arte é linda
O mundo é violento
O poder tomou os valores

Cada dia que se passa
Na sua velocidade terrível
Desperta dentro de min 
Algo voraz
Por que o mundo é complexo ?

A comida que comemos 
Ou roupa que vestimos 
Tudo é passageiro
Eternidade está fora do meu dicionário

Marcus Vinícius Beck 



Psicodelia minha amiga

Abras as portas
Para a psicodelia
Ela quer dar sentido
A sua vida

Tomará conta do seu cérebro
As portas da percepção
Se abrirão 
O entusiasmo virá
Tudo ganhará cor 
E vitalidade dentro da sua alma

Gordon Wasson tinha razão
O seu poder é cruel e incrível
Ativará as profundezas do seu cérebro
A sensação baterá há sua porta
Em êxtase 

Nos EUA ela virou 
Ideologia politica
Aqui encontramos forte preconceito
Qual o seu mal ?

A ideologia
Está a sua porta
Sua alma sentirá 
Seu bem
Fatos históricos acontecerão 
A maldade vai ver seu fim 
A morte do mal
O fim do mundo negro
Fatos psicodelicos 
Que sua alma produzirá 

Logo sua mente
Está feita 
Suas pupilas dilatadas
Seu jardim florescido 
Trabalhando na velocidade 
De seus pensamentos 

As idéias vertem do além
Dentro de si 
Obterá um jardim repleto de flores

Viva ela
Deixa ela te levar
Precisamos pensar

Marcus Vinícius Beck