15 de abril de 2014

Bêbado alegre

José saiu do bar

Acendeu um cigarro,

Caminhou

Falou

Questionou

Pulou

Nadou

Saiu da água e foi embora

De porre


Tropeçando nas valetas

12 de abril de 2014

O além sou eu

Mulher,
Dizes algo,
Ou agora dei de ouvir o além?
Não sei,
Sei apenas
Que o além,

Sou eu.

29 de março de 2014

A mentira

Há 50 anos,
As ruas eram caladas,
Cálidas
Apáticas.

Em tudo o que dizia os jornais
Havia a mentira
Os gritos pararam
O silencio ganhou

As paredes
Isolavam o som
Ali,
Homens bradavam por paz

Nunca ouve comunismo
Foi tudo engano
Pra eu e você
Entrar na roda e dançar a música

Que era horrível e assustadora

27 de março de 2014

Solidão

Hemingway
Certo dia pegou sua arma
Estourou seus miolos
Porque estava solitário

Deixou de frequentar bares
Tornou a deixar
Seu precioso mojito
Ao vento

Os homens não se entendem
Malucos,
Desvairados

Quanto mais maluco

Mais sábio é.

Aquela moça

Aquela moça e suas palavras
Belas são elas
Entrando pelos meus ouvidos

Amor, está bom?
Sem pestanejar, respondo:
Maravilhoso!

Garota,
Nunca quero desvencilhar-me
Do paraíso

10 de fevereiro de 2014

Amo-te

O cara bradou
Meu cigarro apagou
A conversa parou
O papo se esgotou

Todos param
Gritam
Espernearam
Beberam
E não meteram

Foram as ruas
Aos prantos
Desvairados
Alucinados

Política maluca
Minha princesa,
Amo-te

O casamento é uma propriedade privada

Nascemos
Crescemos
Questionamos
Bebemos
Fumamos
Amamos
Casamos

O casamento
É uma propriedade privada
A sociedade
Trata-o como uma
Bancada de negócios

Ninguém pensa
Questionar virou
Coisa de ‘careta’

Todos apagaram seus cigarros
A última dose de uísque
Desceu pela garganta

A felicidade
Ganhou todos os espaços
Da minha mente
Imaculada,
Dramatizada

Mas eu preciso
Sair da gaiola
Beijar outras bocas
Meter em outras vaginas
Conversar com pessoas estranhas
Sobre a política petista

As horas passaram
Meu cigarro apagou
Ninguém conversou

O mundo pirou