22 de maio de 2012

Verso da melancolia

Mil garotas para esquecer você
Milhares de beijo para esquecer
Seu detalhado sorriso
Mas nada disso resolve
Penso em coisas que poderia não fazer
Entro em pânico por futilidade
As vezes acho que o mundo não vale a pena

Minha poesia ajuda-me a escalar montanhas de dor
Minha vida seria mais difícil com você ao meu lado
Acordar de manhã e olhar seu lindo rostinho
Uma bela obra de arte
Sua beleza é surreal
Como eu queria você aqui ao meu lado

Meus dias são recheados a alcool
Eu tento esquecer e tudo caminha
Para apenas um lugar
O bar, ele é a minha casa
Meu paraíso momentâneo

Vejo sua imagem dentro da minha cabeça
Agora querida, ela está gravada
Por que as coisas tinham de ser assim
A minha vontade era de sentir sua carne junto da minha

Marcus Vinícius Beck

21 de maio de 2012

Depressão de um vagabundo

Dias estranhos fazem parte da minha vida
Lágrimas escorrem dos olhos
Pessoas olham e passam direto
Talvez seja eu o estranho

Minha alma está marcada de amarelo
O haxixe do amor machucou minha razão
Agora tudo o que toco vira merda
O que faço para chamar sua atenção ?

Na minha cabeça tenho sua doce imagem
A saudade está me matando
Meu cérebro tem apenas uma imagem armazenada
Essa cruel imagem é nossos momentos de ternura
Por que a vida toma essas direções ?

Tento desvendar enigmas
Mas tudo termina com um nome
Seu lindo nome está gravado em minha mente
Será que sou um vagabundo como dizem ?
Talvez seja, mas em meu coração verte amor

Os babacas querem meu sangue
Mas vou lutar por você
Ainda vou proclamar William Blake
Ao ladinho do seu escultural ouvido

Marcus Vinícius Beck

O mundo pragmático

O mundo
O que você espera dele ?
As horas são contadas
Os segundos conspiram contra você
Talvez você não seja o que a sociedade queria

Vamos aproveitr
Nossos escassos segundos
O mundo pode nos matar nesse momento
Necessito de você ao meu lado

Querida, eu te amo
Como você você jamais presenciou
Eu te quero  a cada segundo que se passa
Vamos celebrar a vida ?

Talvez a vida conspira contra nós
Nada é simples
Eu preciso de você ao meu lado
Nas horas mais difícil
Nos momentos de tesnsão
Vamos nos amar ?

Marcus Vinícius Beck




18 de maio de 2012

Chelsea fechado na defesa e Bayer agredindo


   Neste sábado, 19 de maio de 2012,  os amantes de futebol voltaram seus olhares para a grande final da Uefa champios legue, que tem Bayer de Munique e Chelsea, duelando em Munique na Alians Arena, antro do time alemão.
    Há dois anos a Internazionale, então dirigida por José Mourinho, não foi uma equipe retrancada diante do Barcelona.Em Milão, saiu pro jogo, abriu uma ótima vantagem por 3x1.No Cam Nou, quando se viu com 10 homens, se fechou, e segurou o resultado construído em San Siro.Bem diferente do Chelsea que admitiu a clara superioridade do time catalão.
     Na decisão de Madrid, o Bayer não encontrou uma Internazionale retrancada.Perdeu para um time que esperou os bávaros e contratacou de maneira mortal, em uma noite inspiradíssima do argentino Diego Milito.Aquilo não pode considerar-se retranca, mas e agora ? A final não será em território neutro como a dois anos atrás, desta vez o time bávaro jogará diante de uma torcida alemã fanática.
     Jupp Heynckes, conta com desfalque na sua defesa e proteção, com as ausências dos suspensos, Badstuber (zagueiro), Alaba (lateral-esquerdo) e Luís Gustavo (volante).Para o lugar do brasileiro, considerou a alternativa de recuar Toni Kroos, para formar a dupla de volantes junto com Schwesteiger, entrando Thomas Müller entre Ribery e Robben.Formaria assim o que seria um quinteto ofensivíssimo 4-2-3-1.
    Veremos um Chelsea tão fechado como na partida contra o Barcelona ? A diferenças, a equipe catalã, troca passes pacientemente, não vão a linha de fundo e sentem-se envergonhados de terem de arriscar o chute de fora da área. Os bávaros fazem tudo isso, seu estilo é menos vistoso, mais veloz, e muito incisivo.
O Chelsea vai se prevenir, se fechar, creio.Mas não tanto como fez diante do Barcelona.

Marcus Vinícius Beck


15 de maio de 2012

Luís Cernuda e a geração 27

Luis Cernuda foi um dos principais nomes da chamada Geração de 27, ou Geração das Vanguardas, momento em que a poesia modernista espanhola explodia definitivamente como um movimento geral da cultura do país. Este grupo de poetas atuou principalmente em Madri e, além de Cernuda, no núcleo principal desta geração também incluem-se poetas como Federico García Lorca, Jorge Guillén, Rafael Alberti, Pedro Salinas, Manuel Altolaguirre, Dámaso Alonso, Emilio Prados, Vicente Aleixandre e Gerardo Diego. Esta relação, porém, poderia ser ampliada para mais algumas dezenas de poetas que iniciaram sua atividade sob a influência da crise revolucionária européia.

O evento que marca a “revelação” destes jovens poetas para o restante do país, foi uma homenagem realizada naquele ano para o poeta renascentista Luis de Góngora por ocasião dos 300 anos de seu nascimento, o representante maior na poesia do chamado Século de Ouro da literatura espanhola.

A maior parte dos principais nomes desta geração participou do evento sediado em Sevilha, na que foi provavelmente a primeira reunião formal destes poetas que tinham grande identificação em seus temas e influências.

A crise revolucionária na Espanha

A crise espanhola no século XX remete diretamente às lutas nas colônias americanas por sua independência, que teve impactos imediatos no nível de vida da população da metrópole.

Em 1902, ao completar 16 anos, Afonso XVIII assumiu o comando da decadente monarquia espanhola. Durante os anos da regência, a crise espanhola já havia se iniciado com toda força, abalada pelas revoluções em Cuba, Porto Rico e Filipinas, que passaram todas ao controle dos Estados Unidos.

Durante os primeiros anos do reinado de Afonso XVIII, uma nova crise diplomática leva à perda do controle espanhol sobre o Marrocos, que se torna a partir de então um protetorado do imperialismo francês.

A crise nacional da monarquia nos anos seguintes levaria, em 1923, a burguesia espanhola a organizar um golpe de Estado com respaldo do próprio rei. Começava aí a sangrenta trajetória do fascismo espanhol, sob comando do ditador Miguel Primo de Rivera.

O novo governo iniciou um vigoroso processo repressivo no país, prendendo, torturando e assassinando centenas de pessoas, principalmente militantes das organizações do movimento operário, anarquistas e comunistas.

Após o período inicial de terror, o governo adquiriu certa estabilidade e agrupou em torno de si todas as alas mais reacionárias do regime em torno do partido fascista União Patriótica. A etapa seguinte foi a lançar uma ofensiva militar para retomar o Marrocos, que é bem sucedida e garante a substituição da política repressiva de maior intensidade por um governo mais brando. Foi formado aí um Parlamento de fachada que iria elaborar uma Constituição formal sob os moldes fascistas, garantindo a supressão de qualquer organização operária no país.

Precisamente neste momento de estabilização do regime e afrouxamento dos aparatos repressivos vêm à tona o gigantesco descontentamento nacional na forma de grandes manifestações contra o governo. É aí também que surgem os poetas da Geração de 27, cujo radicalismo político se expressava na forma de um radicalismo formal de sua poesia.

As mobilizações contra o governo levaria a uma crise terminal no regime, que é obrigado a operar uma reabertura democrática com as mesmas figuras que davam sustentação à ditadura, e, em primeiro lugar, a monarquia de Afonso XIII.

A obra de Luis Cernuda foi um produto da crise deste período. Nascido em 1902 e filho de militar, Cernuda entrou em contato com o ambiente literário espanhol em 1919, através de sua amizade com o poeta Pedro Salinas. Foi ao mudar-se para Madri que ele conhece também alguns dos melhores poetas da nova geração. Sua principal influência nestes anos, além da tradição clássica espanhola, eram os novos nomes da poesia francesa. Teve particular influência sobre ele a obra de André Gide, mas, em pouco tempo, assimilava também influências importantes do surrealismo, através dos escritos de Paul Éluard Pierre Reverdy, que definiriam a identidade de sua poesia.

Em 1925 ele publica seus primeiros poemas em jornais literários, e um ano mais tarde, com o resfriamento da censura torna-se colaborador de jornais liberais, como La Verdad e Mediodía y Litoral.

Seu primeiro livro é publicado exatamente no ano de 1927, quando esta geração se revela à população em geral. Sua obra de estréia é Perfil del aire, escrito em um estilo que combinava o classicismo espanhol com os versos livres modernistas. Mais bem sucedidos são seus livros de influência surrealista, Un río, un amor, de 1929; e Los placeres prohi-bidos, de 1931. Tais textos, porém, eram ainda um período de preparação do poeta, que publica sua primeira obra-prima em 1933, Donde habite el olvido, apresentando um conjunto de poemas em que Cernuda encontra a própria voz, em versos melancólicos e intimistas. É desta fase um de seus poemas mais popularmente conhecidos em seu país, a poesia que empresta seu nome ao livro, Donde habite el olvido.

Ele atuaria nos meses seguintes como jornalista na Guerra Civil e também como soldado, apresentando-se como voluntário em um regimento de alpinista na Serra de Guadarrama.

Cernuda participa dos conflitos até 1938, quando ele parte para um ciclo de conferências na Inglaterra, sobre a nova poesia espanhola. Ele nunca mais voltaria ao seu país. Sua saída do país não foi um caso isolado, mas um fenômeno geral. A luta contra o fascismo espanhol dispersou completamente os integrantes do grupo, que seguiria cada um por um caminho diferente a partir daí. O afastamento de Cernuda nos anos seguintes se reflete em seus versos na consolidação de uma tendência altamente subjetiva, concentrada em temas ligados ao seu isolamento pessoal.

Cernuda viveria na Inglaterra até o término da Segunda Guerra. Em 1947 ele se instala nos Estados Unidos, e, a partir de 1951, se instala no México, onde reside até sua morte, em 1963.

Fonte: http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=32178

14 de maio de 2012

Garrafa de cerveja

Hey, você aí sentada
Deixe eu apreciar seus lindos olhos
Seu olhar tem o poder de me hipnotizar
Levam-me ao delírio
Querida, como você é linda
Posso te beijar ?

Tudo o que eu quero é a luz
A escuridão está presente em minha vida
Você me leva a loucura com seu olhar fulminante
Eu quero nossos corpos entrelaçados

Talvez nossos dias sejam iguais
As horas seguem para nos matar
Eu te venho você ao meu lado
Para declamar poemas romanticos baratos

Eu olhar me diz tudo
Meu pensamento caminha apenas para um lado
A malicia toma conta dos meus raciocinios
Os seus simples gestos fazem eu fascinio por você
Apenas aumentar rapidamente

Vamos esquecer o paradigma do capitalismo
Ou quero seus lindos lábios aqui junto ao meu
Acaricia-lo a todo instante
E beber cerveja na fonte milagrosa

As horas nos matam
Necessitamos de dias melhores
Sem vergonha e na paz
Junto com você em minha companhia
E com uma garrafa de cerveja
Declamando poemas ao seu ouvido lindo

Marcus Vinícius Beck

Así como el atleta

Así como el atleta

Mi cuerpo es como un pájaro. Me alzo
sobre una cordillera de gorriones.
Las alas me empujaron en el salto,
se me llenó la carne de motores.

Hoy he vuelto a la vida. Libre, gano
mi oficio milagroso de ser hombre.
He tocado una nube con mis brazos
y le he robado al águila su polen.

Quise sentir el mundo, lo delgado
del límite del día con la noche.
Corrí sobre la pista del milagro
indagando el secreto del azogue.

Debí de ser gacela, ardilla, gamo
perseguidor del aire de los bosques.
Mi pecho respiraba como un campo
lastimado de músicas y flores.

Luché contra el equipo de los nardos
y el fuego de amarillos girasoles.
Competí con la pluma de los pájaros
y el latido voraz de los relojes.

Sin sentir en los músculos cansancio
llegué, libre, a la meta.
Desde entonces
traigo una lluvia nueva entre mis párpados.

¿Fui yo? Nadie creyera. El horizonte
se me llenó de cánticos y aplausos.
Hoy le vencí a la vida en el deporte
de alcanzar la alegría con las manos.

Ángel García López