12 de setembro de 2013

Justo, justissímo


No deformado Maracanã, o Corinthians não se encontrou.

Aos 16 minutos da etapa inicial, Seedorf driblou Cássio e Paulo André salvou a pátria alvinegra na linha fatal.

O cortejo mostrava-se amarrado. Com as duas equipes disputando uma partida de xadrez. Seedorf com maestria de poucos, regia a orquestra botafoguense.

Tanto que o holandês furou um voleio, em lance que terminou bizarro.

Os comandados do ‘empatite’ estavam radiantes com o empate. Pois o Botafogo ditava o ritmo da peleja. O ‘professor’ preferiu entrar em campo com Maldonado, que sejamos justos, não comprometeu a partida em momento algum. Já Danilo, esse não se encontra em seus melhores dias, errava passes de curta distância, quando a bola passava por seus pés, a jogada não fluía.

Mas Edenílson buscava fazer aquilo que os corintianos não conseguiam. Os lances de alta velocidade sempre passavam por seus pés. Emerson ficou solitário no ataque, sem a companhia de ninguém. Todas as bolas que o atacante cruzava, era voltada para atrás, matando assim, praticamente todas as jogadas do timão.

Nos primórdios da segunda etapa, Rafael Marques deu uma de garçom, porém seus companheiros desperdiçaram várias chances de gol. Diferente do primeiro ato, o cortejo iniciou a mil por hora. Com chances para ambas as equipes.

Oswaldo de Oliveira resolveu sacar Elias e colocar em campo o jovem Hyuri, a torcida botafoguense mostrava-se estridente, com a entrada do jovem jogador.

Entretanto Cássio precisou interver três vezes para evitar o gol dos cariocas, em assíduo bombardeio na sua meta. Porém o arqueiro estava atento.

Com 23 minutos Tite sacou Romarinho e chamou Alexandre Pato. No mesmo instante Emerson levava cartão amarelo por simular pênalti e Gil comia a bola na defesa corintiana.

Perto dos 40, Pato tirou tinta da trave, em cabeçada. Porém o roteiro futebolístico era o mesmo. O timão deveria rezar veementemente, pois o Botafogo impunha um ferrenho domínio.

Mas o timão sentiu o ardor cintilante da derrota. Porque aos 44, Edílson deu um passe mestral de três dedos e achou o jovem e iluminado Hyuri livrinho da silva na entrada da grande área corintiana. Cássio nada pode fazer. E o timão saiu do aleijado Maracanã com o ardor da derrota.


Todos já estudaram o modo de jogo de Tite. Mudar é necessário, se quiser lutar pelo título. Pois se assim continuar, as chances de conquistar o título ou brigar por vaga na Libertadores, são mais remotas. 

Marcus Vinícius Beck

11 de setembro de 2013

Após demissão, jornalista comenta declaração


Demitido da ESPN nesta segunda-feira, o jornalista Flávio Gomes se diz arrependido das declarações que proferiu no Twitter. O comentarista deixou claro que não se arrependeu pelas ameaças que recebeu, mas sim pelas consequências.

Em entrevista concedida ao UOL ESPORTE, Flávio Gomes frisou em ‘consequência grave’ para arrepender-se do que protagonizou no microblog. Os árduos comentários foram direcionados ao árbitro do jogo Jailton Macedo Freitas.

"É difícil dizer. Eu me arrependo do que falei porque teve uma consequência grave para mim. Se eu soubesse que perderia o emprego por isso, não teria escrito nada. Mas do ponto de vista pessoal, não me arrependo de ir ao Twitter e brincar com o futebol", afirmou o comentarista.

"É inocência achar que ninguém brinca com o futebol. A gente brinca, xinga... Tenho certeza que o presidente do Grêmio algum dia já falou "o Inter filho da puta'. Eu lamento que a brincadeira no futebol corra risco de acabar por conta dessas reações. Já fiz várias brincadeiras que foram muito bem recebidas", completou.

Durante a entrevista Gomes fez questão de ressaltar que seus comentários não foram críticas, mas sim ‘brincadeiras’. O jornalista lamenta ainda, ter sido demitido por fazer uso de uma ferramenta individual, que não faz qualquer menção a empresa para qual trabalhava.

"Quem conhece sabe que meu comportamento no Twitter é de brincar, fazer piada. É uma ferramenta pessoal, que sequer tem ESPN no nome. O que eu fiz foi ficar puto com o pênalti, como faço em todo jogo da Portuguesa. Não é novidade. Acontece que teve uma repercussão grande junto aos torcedores e gerou uma reação do Grêmio. Eu só fiquei puto porque o árbitro marcou um pênalti que não foi. Mas paciência, a empresa é soberana. A única coisa que lamento é que uma ferramenta de internet influencia decisões dramáticas. As pessoas não entendem direito o funcionamento. Foi algo irrelevante", declarou o comentarista.

Nos últimos dias mesmo após o Grêmio ter repudiado seu post, Flávio Gomes jamais deixou de fazer piadas com os torcedores gremistas. Alguns segundo ele, tiveram o que ele classifica como ‘reação desproporcional’, chegando inclusive à o ameaçar de morte, citando até sua ex-esposa e seus filhos. Porém nada que o abalasse.

"Recebi ameaças, mas essas coisas não saem da internet. Não fiquei com medo, não vou deixar de sair de 
casa por causa disso. Isso acontece com muita frequência", finalizou.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO PORTAL UOL ESPORTE.


8 de setembro de 2013

Grêmio repudia jornalistas da ESPN.

Os jornalistas Arnaldo Ribeiro e Flávio Gomes, dos canais ESPN, comentaram a vitória do Grêmio sobre a Portuguesa, neste sábado, em Porto Alegre. Os integrantes da emissora esportiva questionaram a atuação do árbitro Jailton Macedo Freitas. O foco das críticas foi o pênalti assinalado pelo apitador em favor dos gaúchos.


"O Grêmio é um time filho da pua. Ridículo. [...] Juiz vagabundo, timinho escroto desde 1903. São muito machos no Sul. Mas adoram dar a bunda, escreveu Flávio Gomes em seu twitter, que também é um ilustre torcedor da lusa. Já Arnaldo Ribeiro fora mais cauteloso: "Por favor. Monitorem ligações de Fabio Koff e cia para comissão de arbitragem e CBF nos últimos dias. #vergonha", escreveu o jornalista.

Instantes após as postagens, os torcedores do Grêmio discutiram e direcionaram xingamentos aos jornalistas. Porém Gomes seguiu provocando os tricolores por mais algum tempo.

"Bom, acusação de roubo é crime. Se sou o Jurídico do Grêmio processo esse babaca do Arnaldo Ribeiro", escreveu o torcedor @vini_dacosta. "Nunca tinha visto jornalistas perderem a compostura assim! Passaram dos limites, espero que o @fabiokoff tome uma atitude", publicou @RT_leal
.
A resposta dos diretores foi instantânea. O diretor executivo do clube Rui Costa, e o assessor de imprensa Douglas Lunardi, repudiaram as declarações e ameaçaram entrar na justiça.

"Sua irresponsabilidade deve ser motivo de vergonha para a ESPN. Lava a boca pra falar do Grêmio e do Presidente Fábio Koff! [...] Você vai ter que provar judicialmente suas acusações irresponsáveis! Total falta de ética!", publicou Lunardi no Twitter para Arnaldo Ribeiro. "O Grêmio, seu Presidente e os profissionais do Clube, foram levianamente desrespeitados hoje. Não há nada que justifique isto!", escreveu Costa.

Na tarde de domingo o Grêmio publicou, em seu site oficial uma nota de repúdio contra os profissionais da imprensa. Confira na integra.

"Venho, em nome do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e de seus milhões de torcedores, manifestar minha indignação pelas acusações levianas feitas, neste sábado, pelos jornalistas Arnaldo Ribeiro e Flávio Gomes, da ESPN Brasil, por ocasião da realização da partida frente à Portuguesa de Desportos.
É revoltante e inaceitável que profissionais da imprensa brasileira possam, sem apontar nenhuma evidência, por mera criação fantasiosa, colocar em dúvida a honestidade e idoneidade do clube, dos seus profissionais, de seu presidente e dos demais dirigentes, do povo gaúcho, bem como da Confederação Brasileira de Futebol e de sua Comissão de Arbitragem.
As manifestações irresponsáveis desses profissionais não honram a tradição da emissora, que deveria estar sempre comprometida com a ética, a verdade, a justiça e a justeza de suas informações.
Aos Srs. Arnaldo Ribeiro e Flávio Gomes não concedo o direito de colocar qualquer mácula à história de 110 anos do Grêmio e de sua torcida, nem aos mais de 50 anos em que venho atuando em diversas áreas do desporto nacional. Manifestações preconceituosas, levianas e ofensivas como estas afrontam decisivamente o discurso de paz e civilidade que todos nós, amantes do futebol, repetimos e sonhamos incessantemente.
O Grêmio analisará, no tempo devido, as providências cabíveis visando preservar os interesse do clube e de sua apaixonada torcida. Por ora, apenas lamento que os mesmos olhos que viram equivocadamente favorecimento ao Grêmio, não tenham também visto erros que nos sonegaram, inclusive, um gol legal no primeiro tempo da partida, numa prova definitiva da falta de isonomia e imparcialidade."
Fábio André Koff
Presidente"

As informações são do UOL ESPORTE.

1 de setembro de 2013

Marie Antoinette


                                                                              
O filme Maria Antonieta trás consigo um relato sobre a monarquia francesa, antes da Revolução Francesa.

Antonieta (Kirsten Dunst), fora condenada a guilhotina, assim como seu marido, o rei Luís XVI. 

O longa dá enfase á futilidade da corte; em um período economicamente drástico para os franceses, pois a população ansiava por alimentos. 

Toda a população francesa pagava impostos, menos a nobreza; que sismava em gastar com as futilidades da corte. 

No ápice de sua juventude, Antonieta era 'vigiada' e sofreu com repúdio da população francesa, porém a revolução não poderia esperar nem um segundo mais.


Marcus Vinícius Beck




30 de agosto de 2013

O doce som de Ella Fritzgerald


Sabe aquele jazz suave, propicio para a doce madruga ?

Ella fritzgerald é daqueles. Seu som meloso e formoso, inebria os ouvidos mundo á fora.

Apreciar toda a garbosidade do jazz, são poucos quem a consegue. Precisa-se sentir o propósito da canção. Pois não há arte, sem filosofia. O filósofo já dizia: ' a arte expressa o que a filosofia não consegue'.

Pegue uma xícara de café, ascenda um cigarro e deixe o jazz entrar na sua alma.

Marcus Vinícius Beck

New Journalism


Descrever o new jornalism é uma das tarefas mais árduas que se possa existir na arte da escrita. Em primórdios da década de 1960, Tom Wolf, Gay Talese, Normam Mailer e Trumam Capote, foram os percussores de um estilo que mesclava a verdade factual com ficção, fortemente influenciada pela escrita do realista americano William Faulker e que revolucionou a maneira de se fazer jornalismo.

Em 1956, Trumam Capote publicou o perfil do ator Marlon Brando, ‘ O duque em seus domínios’. Sobre o artigo, Capote afirmou: ‘Marlon Brando me contou toda a sua vida, única coisa que poderia fazer era contar um pouco da minha’. O artigo apesar de ser conceituado como ficcional, trata-se de um artigo informativo, porém com um trabalho contundente de apuração.

Em 1962, Gay Talese publicou na Esquire uma história sobre o lutador de boxe Joe Louis cujo título era "Joe Louis: o Rei como Homem de Meia Idade" (apud Wolfe, 1976, p.19), que fugia totalmente dos padrões jornalísticos vigentes na época, assemelhando-se muito mais a um relato que a uma matéria jornalística propriamente dita, como demonstra o trecho que abre o artigo:

- Olá, querida - gritou Joe Louis a sua mulher ao vê-la o esperando no aeroporto de Los Angeles. Ela sorriu enquanto aproximava-se e quando estava a ponto de ficar na ponta dos pés- Joe, onde está sua gravata? - perguntou.

- Ai, querida - ele desculpou-se encolhendo os ombros - estive fora toda a noite em Nova York e não tive tempo...

Segundo o próprio Wolfe, toda vez que um especialista em reportagem ganhava uma coluna, "se perdia um bom repórter e se ganhava um mal escritor

A espinha dorsal do new jornalismo, dar-se na década de 1930, no realismo norte-americano. Dentre os principais expoentes dessa fase da literatura americana, destaca-se: John Steibeck, Ernest Hemingway, John de Passos e Fritzgerald. Porém existia uma distancia árdua entre jornalistas e romancistas, nessa época.

Construção de cena, uso de símbolos e diálogos, pontuação pouco convencional no jornalismo e participação ativa na vida de seus personagens, eram uma das principais características do novo jornalismo literário que despontava.


Tom Wolf e sua genialidade, encontraram uma maneira singela e formosa para apreciar a literatura. Pois Wolf, sempre nutriu uma paixão exacerbada pelo romance. Com todos esses ingredientes, nasceu o new journalism.

Marcus Vinícius Beck

29 de agosto de 2013

Minutos calorosos

Durante a transa, um casal conversa:

- Meu amor, mais pra cima.

- Assim, meu bem ?!

-Um pouco mais pra baixo.

- Suave ou rápido?

- Como ficar melhor pra você.

- O melhor pra você é o melhor pra eu.

- Então irei te levar a loucura...

- Esperarei ansiosamente!


E o alegre e apaixonado casal, seguiu combinando as táticas sexuais.

Marcus Vinícius Beck