15 de maio de 2012

Luís Cernuda e a geração 27

Luis Cernuda foi um dos principais nomes da chamada Geração de 27, ou Geração das Vanguardas, momento em que a poesia modernista espanhola explodia definitivamente como um movimento geral da cultura do país. Este grupo de poetas atuou principalmente em Madri e, além de Cernuda, no núcleo principal desta geração também incluem-se poetas como Federico García Lorca, Jorge Guillén, Rafael Alberti, Pedro Salinas, Manuel Altolaguirre, Dámaso Alonso, Emilio Prados, Vicente Aleixandre e Gerardo Diego. Esta relação, porém, poderia ser ampliada para mais algumas dezenas de poetas que iniciaram sua atividade sob a influência da crise revolucionária européia.

O evento que marca a “revelação” destes jovens poetas para o restante do país, foi uma homenagem realizada naquele ano para o poeta renascentista Luis de Góngora por ocasião dos 300 anos de seu nascimento, o representante maior na poesia do chamado Século de Ouro da literatura espanhola.

A maior parte dos principais nomes desta geração participou do evento sediado em Sevilha, na que foi provavelmente a primeira reunião formal destes poetas que tinham grande identificação em seus temas e influências.

A crise revolucionária na Espanha

A crise espanhola no século XX remete diretamente às lutas nas colônias americanas por sua independência, que teve impactos imediatos no nível de vida da população da metrópole.

Em 1902, ao completar 16 anos, Afonso XVIII assumiu o comando da decadente monarquia espanhola. Durante os anos da regência, a crise espanhola já havia se iniciado com toda força, abalada pelas revoluções em Cuba, Porto Rico e Filipinas, que passaram todas ao controle dos Estados Unidos.

Durante os primeiros anos do reinado de Afonso XVIII, uma nova crise diplomática leva à perda do controle espanhol sobre o Marrocos, que se torna a partir de então um protetorado do imperialismo francês.

A crise nacional da monarquia nos anos seguintes levaria, em 1923, a burguesia espanhola a organizar um golpe de Estado com respaldo do próprio rei. Começava aí a sangrenta trajetória do fascismo espanhol, sob comando do ditador Miguel Primo de Rivera.

O novo governo iniciou um vigoroso processo repressivo no país, prendendo, torturando e assassinando centenas de pessoas, principalmente militantes das organizações do movimento operário, anarquistas e comunistas.

Após o período inicial de terror, o governo adquiriu certa estabilidade e agrupou em torno de si todas as alas mais reacionárias do regime em torno do partido fascista União Patriótica. A etapa seguinte foi a lançar uma ofensiva militar para retomar o Marrocos, que é bem sucedida e garante a substituição da política repressiva de maior intensidade por um governo mais brando. Foi formado aí um Parlamento de fachada que iria elaborar uma Constituição formal sob os moldes fascistas, garantindo a supressão de qualquer organização operária no país.

Precisamente neste momento de estabilização do regime e afrouxamento dos aparatos repressivos vêm à tona o gigantesco descontentamento nacional na forma de grandes manifestações contra o governo. É aí também que surgem os poetas da Geração de 27, cujo radicalismo político se expressava na forma de um radicalismo formal de sua poesia.

As mobilizações contra o governo levaria a uma crise terminal no regime, que é obrigado a operar uma reabertura democrática com as mesmas figuras que davam sustentação à ditadura, e, em primeiro lugar, a monarquia de Afonso XIII.

A obra de Luis Cernuda foi um produto da crise deste período. Nascido em 1902 e filho de militar, Cernuda entrou em contato com o ambiente literário espanhol em 1919, através de sua amizade com o poeta Pedro Salinas. Foi ao mudar-se para Madri que ele conhece também alguns dos melhores poetas da nova geração. Sua principal influência nestes anos, além da tradição clássica espanhola, eram os novos nomes da poesia francesa. Teve particular influência sobre ele a obra de André Gide, mas, em pouco tempo, assimilava também influências importantes do surrealismo, através dos escritos de Paul Éluard Pierre Reverdy, que definiriam a identidade de sua poesia.

Em 1925 ele publica seus primeiros poemas em jornais literários, e um ano mais tarde, com o resfriamento da censura torna-se colaborador de jornais liberais, como La Verdad e Mediodía y Litoral.

Seu primeiro livro é publicado exatamente no ano de 1927, quando esta geração se revela à população em geral. Sua obra de estréia é Perfil del aire, escrito em um estilo que combinava o classicismo espanhol com os versos livres modernistas. Mais bem sucedidos são seus livros de influência surrealista, Un río, un amor, de 1929; e Los placeres prohi-bidos, de 1931. Tais textos, porém, eram ainda um período de preparação do poeta, que publica sua primeira obra-prima em 1933, Donde habite el olvido, apresentando um conjunto de poemas em que Cernuda encontra a própria voz, em versos melancólicos e intimistas. É desta fase um de seus poemas mais popularmente conhecidos em seu país, a poesia que empresta seu nome ao livro, Donde habite el olvido.

Ele atuaria nos meses seguintes como jornalista na Guerra Civil e também como soldado, apresentando-se como voluntário em um regimento de alpinista na Serra de Guadarrama.

Cernuda participa dos conflitos até 1938, quando ele parte para um ciclo de conferências na Inglaterra, sobre a nova poesia espanhola. Ele nunca mais voltaria ao seu país. Sua saída do país não foi um caso isolado, mas um fenômeno geral. A luta contra o fascismo espanhol dispersou completamente os integrantes do grupo, que seguiria cada um por um caminho diferente a partir daí. O afastamento de Cernuda nos anos seguintes se reflete em seus versos na consolidação de uma tendência altamente subjetiva, concentrada em temas ligados ao seu isolamento pessoal.

Cernuda viveria na Inglaterra até o término da Segunda Guerra. Em 1947 ele se instala nos Estados Unidos, e, a partir de 1951, se instala no México, onde reside até sua morte, em 1963.

Fonte: http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=32178

14 de maio de 2012

Garrafa de cerveja

Hey, você aí sentada
Deixe eu apreciar seus lindos olhos
Seu olhar tem o poder de me hipnotizar
Levam-me ao delírio
Querida, como você é linda
Posso te beijar ?

Tudo o que eu quero é a luz
A escuridão está presente em minha vida
Você me leva a loucura com seu olhar fulminante
Eu quero nossos corpos entrelaçados

Talvez nossos dias sejam iguais
As horas seguem para nos matar
Eu te venho você ao meu lado
Para declamar poemas romanticos baratos

Eu olhar me diz tudo
Meu pensamento caminha apenas para um lado
A malicia toma conta dos meus raciocinios
Os seus simples gestos fazem eu fascinio por você
Apenas aumentar rapidamente

Vamos esquecer o paradigma do capitalismo
Ou quero seus lindos lábios aqui junto ao meu
Acaricia-lo a todo instante
E beber cerveja na fonte milagrosa

As horas nos matam
Necessitamos de dias melhores
Sem vergonha e na paz
Junto com você em minha companhia
E com uma garrafa de cerveja
Declamando poemas ao seu ouvido lindo

Marcus Vinícius Beck

Así como el atleta

Así como el atleta

Mi cuerpo es como un pájaro. Me alzo
sobre una cordillera de gorriones.
Las alas me empujaron en el salto,
se me llenó la carne de motores.

Hoy he vuelto a la vida. Libre, gano
mi oficio milagroso de ser hombre.
He tocado una nube con mis brazos
y le he robado al águila su polen.

Quise sentir el mundo, lo delgado
del límite del día con la noche.
Corrí sobre la pista del milagro
indagando el secreto del azogue.

Debí de ser gacela, ardilla, gamo
perseguidor del aire de los bosques.
Mi pecho respiraba como un campo
lastimado de músicas y flores.

Luché contra el equipo de los nardos
y el fuego de amarillos girasoles.
Competí con la pluma de los pájaros
y el latido voraz de los relojes.

Sin sentir en los músculos cansancio
llegué, libre, a la meta.
Desde entonces
traigo una lluvia nueva entre mis párpados.

¿Fui yo? Nadie creyera. El horizonte
se me llenó de cánticos y aplausos.
Hoy le vencí a la vida en el deporte
de alcanzar la alegría con las manos.

Ángel García López

30 de abril de 2012

O poder da solidão

Minha mente trabalha
Meus pensamentos vem e vão
Como uma polvora saindo de uma pistola
A solidão me faz bem
Sinto o mundo om clareza

Os controladores de hoje
São os moralistas de amanhã
Tudo faz sentido em uma noite bebedeira

As horas, tudo ao meu redor são meus inimigos
Minha mãe pode me matar a qualquer momente
E eu quero que ela se foda como nunca ocorreu

Baby, vamos beber essa noite ?
Precisamos de fertilidade intelectual
Merdas, basta olhar ao seu redor que está cheio

Nas horas mais improprias sonho
Com seu lindo corpo sobre o meu
Celebrando a inteligência com um uísque ao meu lado
Nossas mente precisa de ação e foda

Marcus Vinícius Beck

Paradigma moderno

Por que o vida comtenporanea impõe regras ?
A vida é bela, um dia acaba
O sexo é o prazer do mundo
Pena que perdemos tempo com ele
Sendo falso para ansiar em foder
O prazer não é metódico
Ele é natural
Talvez a coisa mais natural da vida

O tempo que é perdido
Ele torna-se a rapoza do seu mundo
Um dia ele cobrará o preço
Pelo seu dia de sexo repleto de falsidade
Vamos foder, escrever e ler
Chega de perder tempo com futilidade
Nos primóridos do mundo o homem
Quando queria meter recorria com orgulho as prostitutas
Hoje a sociedade criou um paradigma doente

Marcus Vinícius Beck

24 de abril de 2012

Pare no próximo bar

Hey, noite está começando
Mostre-me o próximo bar
Minhas pupilas precisam trabalhar
E eu preciso de você nesta noite

Conversas com cunho filosófico
Amor, ódio, tudo faz parte da boêmia
Minha alma e a sua estão inter-ligadas
Preciso sentir o poder do meu raciocinio

As vezes nada faz sentido
Eu posso ser um nada perdido na escuridão
Esperando apenas a hora te encontrar
Para sentirmos o amor cruel pelo lado oculto das coisas
A resposta é apenas um datalhe fascista

Mostre-me o próximo bar
Vamos caminhar para a felicidade
Sentir o poético da vida

Venha acalme-se
Pegue um charuto meu chapa
Deixe a vida te mostrar o sentido de tudo
As horas ainda vão te matar um dia
Necessito do teu amor, minha querida
Venha ascender minhas chamas essa noite

Marcus Vinícius Beck

16 de abril de 2012

Hey, venha me amar

A boêmia é o caminho
A vida está na noite
O que você está esperando
Venha me amar
Vamos conquistar o mundo
Com os nossos super-poderes

Cada copo de vinho na sua presença
Levam-me ao paraíso
Sua doce imagem é a escultura mais bela
O que estamos esperando ?
Venha me amar
Vamos conquistar o mundo
Com nossos super-poderes

Talvez precisamos nos amar
Para esquecer as horas
Tudo o que eu quero
É apenas um dia na sua companhia
Fumar um cigarro juntos
Embalados pela doce batida do amor

Falo riffs na minha guitarra futil
Eu quero apenas um dia ao seu lado
Beber um vinho suave
Entrelaçados pela cruel batida do amor

Hey, o que estamos esperando
Vamos encendiar esse quarto
Na tampa a nossa visão do mundo
A noite esta bela
Vamos nos amar até o sol se por
A cidade toda acordar na monotonia
E eu e você dormindo embalados pelo amor

Marcus Vinícius Beck