27 de novembro de 2013

Acidente pode atrasar entrega de estádio


Uma calamidade acabou de ocorrer na construção da Arena Corinthians, novo estádio do timão e palco da abertura do mundial de 2014. As primeiras informações falam que uma peça se soltou na hora do encaixe, tendo assim, provocado o desabamento de uma parte da arquibancada. O acidente poderá gerar atraso no cronograma de entrega do estádio.


Segundo o último boletim divulgado pela Norberto Odebrecht, responsável pelas obras, cerca de 94% do estádio estava pronto. Ainda há indícios de que dois operários morreram no local, entretanto funcionários afirmam que foram quatro mortes. As informações são do ESTADÃO.


21 de novembro de 2013

Longe de ser uma ciência exata

O blogueiro não assistiu futebol na noite desta quarta-feira.

Entretanto o Flamengo arrancou bem, arrumou um empate em Curitiba. Na próxima quarta-feira, jogará pelo empate no Maracanã, que além de tudo, terá a torcida rubro-negra a pleno vapor.

Por outro lado, jamais podemos ponderar que o furacão está morto.

Como bem sabemos, futebol e inesperado são quase sinônimos.

Melhor ainda fora a Ponte Preta, que fez as vezes de zebra e bateu o tricolor paulista em pleno Morumbi, pelo placar de 3 a 1.

A macaca surrou o São Paulo.

Que agora leva consigo para a volta em Mogi Morim, uma ampla vantagem. Podendo perder de até dois gols de diferença.

E o São Paulo está morto?

Evidente que não, porém está ferido.

Vale frisar que se Campinas invadir Mogi Morim como é previsto, o tiro tricolor fora inútil.

Por outro lado se conseguir conquistar a classificação, dificilmente deixará de ser bicampeão. 

O futebol está longe de ser uma ciência exata.


Marcus Vinícius Beck 

20 de novembro de 2013

Noite de decisões

 No Paraná e em São Paulo, o futebol brasileiro vivenciará uma voraz noite de decisões.

Porque pela Copa Sul-americana o São Paulo receberá a Ponte Preta, enquanto o Atlético o Flamengo, pela Copa do Brasil.

O tricolor usou métodos desonestos.

Achou problema onde não existe, e assim, conseguiu ‘comprovar’ que o Moises Lucarelli não tem capacidade para abrigar uma semifinal de torneio continental.

Assim é fácil conquistar títulos.

O mesmo Atlético que nos tempos atuais está na inédita decisão da Copa do Brasil, em outrora, fora vítima das façanhas são-paulinas. Teve de jogar a final da Libertadores de 2005, no Beira-Rio.

Resultado: São Paulo campeão.

Se a final fosse na Arena, a história seria diferente.


Porém vale frisar que São Paulo e Atlético são favoritos, pois a Ponte Preta é zebra e o Flamengo tem ao seu lado sua tradição, algo que os atleticanos não possuem.

Marcus Vinícius Beck

19 de novembro de 2013

Com o Bom Senso, todos ganham

Juca Kfouri está correto.

Se a CBF apoiar o Bom Senso, todos sairão ganhando, inclusive o futebol brasileiro.

Cabe aos filhotes da ditadura uma postura mais coerente.

Não há como duvidar da capacidade de massa da TV Globo, suas propagandas tem o poder de chegar a praticamente toda a população.

Os Marinho também possuem uma grande equipe jornalística, e administradores capacitados, entretanto, o último beijo da novela prevalece, como bem ponderou o meia Alex, do Coritiba.

Cadê a seriedade?

Marín não pode seguir acreditando que tudo vai bem.

Pois não é de se descartar uma greve por parte dos jogadores.

Seria lastimável.

Constata-se entre os articuladores do movimento, que todos já atuaram fora do país, tendo assim, uma vivencia de como as coisas deveriam caminhar no futebol nacional.

Lá fora não há um calendário que privilegie apenas os grandes times, ou que conta com jogos excessivamente, lá fora há planejamento. 

A CBF pelo jeito não sabe o que é isso.


Marcus Vinícius Beck

17 de novembro de 2013

Blog do Juca:Anistia Internacional denuncia violação de direitos nas Copas do Qatar e do Brasil

Por intermédio do Blog do Juca, Futebol e Botequim republica texto que evidencia violação de direitos humanos nas obras para a Copa do Mundo de 2014.

Esperamos que algo seja feito pela FIFA.

Pelo jeito, vivemos no século XIX e ainda não nos damos conta?

Sem falar na elitização do futebol, verdadeiro atentado contra a democracia.

Depois do mundial só se verá engravatados nos estádios.

Daqui por diante, imagens como aquelas do Maracanã com 200 pessoas, ficará apenas na lembrança.

Confira o texto do blog do Juca:

A Anistia Internacional lançou hoje um relatório sobre as condições dos trabalhadores da construção civil no Qatar, a maioria imigrantes de países do Sul e Sudeste Asiático.
O documento mostra que direitos humanos estão sendo desrespeitados durante os preparativos para a Copa de Mundo de 2022.
No Brasil, que recebe o evento no ano que vem, a preocupação da organização é com as remoções forçadas.
A construção dos estádios para a Copa do Mundo no Qatar está programada para começar e o relatório ” The Dark Side of Migration: Spotlight on Qatar’s construction sector ahead of the World Cup” – ou “O Lado Oculto da Imigração: destaque sobre o setor de construção do Qatar antes da Copa do Mundo” – revela as cadeias de contratos complexas e o abuso generalizado e rotineiro dos trabalhadores imigrantes, em alguns casos caracterizando trabalho forçado.
“As empresas de construção e as autoridades do Qatar estão em falta com os trabalhadores imigrantes. Empregadores no Qatar têm exibido um desrespeito terrível para com os direitos humanos básicos desses trabalhadores. Muitos estão aproveitando um ambiente permissivo e aplicando de forma negligente as proteções trabalhistas para explorar os trabalhadores da construção”, disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional ao lançar o relatório em Doha, no Qatar.
O relatório, baseado em entrevistas com trabalhadores, empregadores e representantes do governo, documentou uma série de abusos contra os trabalhadores imigrantes. Estes incluem a falta de pagamento de salários, condições de trabalho difíceis e perigosas e as chocantes condições de alojamento. Os pesquisadores também encontraram dezenas de trabalhadores da construção civil que foram impedidos de deixar o país por vários meses por seus empregadores – deixando-os presos no Qatar, sem poder sair.
“Os holofotes do mundo continuarão a brilhar sobre o Qatar na preparação para a Copa do Mundo de 2022, oferecendo ao governo uma oportunidade
única para demonstrar a todo o mundo que eles estão realmente comprometidos com os direitos humanos e que podem agir como um modelo para o resto da região”, disse Salil Shetty.
A organização constatou que alguns dos trabalhadores que sofreram abusos estavam trabalhando para subempreiteiros contratados por empresas globais, incluindo a Qatar Petroleum, a Hyundai E & C e a OHL Construção.
Os pesquisadores da Anistia Internacional contataram várias empresas importantes com relação aos casos que tinha documentado. Muitas expressaram sérias preocupações sobre os resultados da Anistia Internacional e algumas disseram que realizaram investigações. Uma empresa disse que tinha atualizado o seu regime de inspeção, como resultado dessas investigações.
Os resultados dão origem a temores de que durante a construção de projetos de grande porte no Qatar, incluindo aqueles que podem ser de importância essencial para a realização da Copa do Mundo de 2022, os trabalhadores podem ser submetidos à intensa exploração.
Em um caso, os funcionários de uma empresa de entrega de suprimentos essenciais para um projeto de construção associado à sede da FIFA, planejada para a Copa do Mundo de 2022, foram submetidos a graves abusos trabalhistas.
O relatório faz diversas recomendações aos diferentes órgãos envolvidos, incluindo a FIFA. Entre elas, o apelo para que a Federação trabalhe com as autoridades do Qatar e com os organizadores da Copa do Mundo para que o combate aos abusos seja prioritário.
“Nossas investigações indicam um nível alarmante de exploração no setor da construção, no Qatar. A FIFA tem o dever de enviar uma firme mensagem pública de que não vai tolerar abusos de direitos humanos em obras relacionadas à Copa do Mundo”, disse Salil Shetty.
Enquanto isso, remoções forçadas no Brasil
O relatório sobre as condições de trabalho no Qatar dialoga diretamente com as denúncias feitas pela Anistia Internacional Brasil – que tem chamado a atenção para situações de violação de direitos humanos durante a preparação do País para receber megaeventos, entre eles a Copa do Mundo e as Olimpíadas.
“Ao analisar a realização de megaeventos esportivos, é possível perceber que eles têm tido alguns impactos negativos para os direitos humanos nos países e cidades-sede. O tipo de violação e ameaça a estes direitos varia com as especificidades do contexto local. No caso do Qatar, a preocupação é com a violação dos direitos dos trabalhadores imigrantes. No caso do Brasil, nossa preocupação é com direito à moradia adequada de milhares de famílias, pois já há evidencias de que na preparação para a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 milhares de famílias já foram removidas ou estão ameaçadas de sofrerem remoções forçadas. É compreensível que grandes obras em metrópoles como o Rio de Janeiro levem a um deslocamento de pessoas. Mas nenhuma obra ou preparação para um megaevento esportivo pode resultar na violação do direito à moradia adequada das famílias impactadas pelas obras, ou na violação de qualquer outro direito humano”, destaca Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia Internacional Brasil.
A organização lidera, desde setembro, a campanha “Basta de remoções forçadas”, que tem denunciado as violações de direitos dos moradores das comunidades envolvidas. Só no Rio de Janeiro – cidade onde a campanha está concentrada neste primeiro momento – a Prefeitura afirma que, desde 2009, mais de 19 mil famílias foram removidas.
Ao analisar os casos de famílias removidas pela Transoeste e a situação do Morro da Providência e da Vila Autódromo, a Anistia Internacional identificou violações como a falta de acesso à informação e diálogo com as comunidades, prazo de notificação insuficiente, reassentamento em área distante e/ou local inadequado e indenizações financeiras muito baixas, além daqueles que não receberam nada. Além de violar os direitos dos moradores, este quadro reforça um processo de segregação espacial e elitização da cidade, aprofundando desigualdades urbanas.
A campanha “Basta de Remoções Forçadas” está recolhendo assinaturas para uma petição endereçada ao prefeito da cidade solicitando medidas para evitar as remoções forçadas e o cumprimento das salvaguardas legais quando as remoções forem estritamente necessárias.
O objetivo é levar a campanha para outras cidades do Brasil no ano que vem, onde também estão ocorrendo remoções forçadas por conta de grandes obras e preparação para grandes eventos esportivos.

Com apenas uma finalização durante todo o jogo, Vasco quer permanecer na elite

Depois de dois meses, o Corinthians voltou a atuar no Pacaembu, no calor da fiel.

Tite estava sereno.

O alvinegro começou tomando a iniciativa do cortejo, mas parava nas infrações vascaínas. Renato Augusto esbanjava classe no meio-campo. Entretanto sozinho, pois Emerson demorava em fazer rodar a bola.

Motivos não havia para os jogadores se esforçarem. Tudo resolvido, restava apenas a memória do seu treinador mais vitorioso. Os jogadores tentaram, porém com pouco esforço, afinal o único realmente desesperado, era o Vasco.

A água bate no pescoço de São Januário.

Marloni, melhor em campo pelo lado dos cariocas, fora inexplicavelmente substituído em meados do segundo tempo. Quem entende os treinadores?

Ninguém.

Pela teimosia, muitos tornam-se corriqueiramente previsíveis.

Não se doam ao time.

O contexto dos confrontos segue sempre a mesma linha reacionária de sempre.

O Vasco doava a alma em campo. Mas de que adiantaria? O time possui inúmeras deficiências técnicas, prefere sempre mais um passe ao chute.

Quando se está sendo degolado, se perde a razão.

Além de tudo, conta com o horrível André de centroavante.

Os vascaínos finalizaram apenas por volta de 25 minutos do segundo ato. Tarde demais para quem deseja permanecer na elite do futebol nacional.

Por outro lado, Renato Augusto regia o meio alvinegro.

Com dribles curtos e poucos toques na gorduchinha, o camisa 8 tem futebol suficiente para comandar o meio-campo da seleção. Todavia seu longo histórico de lesões, o atrapalha.


Mais um zero a zero no saldo corintiano.

Marcus Vinícius Beck

16 de novembro de 2013

Tite é maior que seus chefes


O Corinthians cometeu grande erro.

Fez um péssimo brasileiro, porém não renovar com o melhor treinador de sua história, fora um retrocesso.
Treinador que no ano passado por insistência da gestão deu a voltar cima, e conquistou tudo o que podia: estadual, brasileiro, Libertadores, Mundial. Sem falar nos triunfos sobre o Santos e São Paulo, na final do Paulista e da Recopa Sul-americana.

Claro que Tite cometeu erros. Apostou em Renato Augusto, famoso por seu histórico de contusões. Pecou em não saber repor as vagas de Danilo e Emerson, já sem esgotados fisicamente. Vale incluir o meia Ibson, dispensado de seus últimos clubes.

Bem ou mal, termina o melhor triênio da história alvinegra. Não basta apenas uma homenagem da fiel, precisa-se de algo mais contundente.

Tite é muito maior que seus chefes.

Ele saí e entra na história. Ela é grata. Sabe como conservar os grandes mestres. Sabe além de tudo, contar os fatos com veracidade confiável.

Chefes apenas administram.

Quem fez a fiel realmente feliz, foi outra pessoa, que todos sabemos quem é.
Tite.

Que será reverberado durante gerações de loucos.

Assim como idolatramos o mítico título paulista de 1977, as gerações seguintes, irão idolatrar esse triênio que Tite esteve à frente do timão.

Só haverá uma maneira honrosa para Tite sair: pela porta da frente e nos braços da fiel, que sempre o prestigiou.


Mario Gobbi que não se surpreenda, se ouvir coro das arquibancadas, clamando pela volta de Tite.

Marcus Vinícius Beck